e aí que onde eu vivo os caras tem uma fissura por chafariz. não sei o motivo da fissura, mas deve haver um, não é possível. vai vendo, da ioga pra minha casa são menos de dez minutos de ônibus e três chafarizes, do cinema pra casa são quatro e bem perto ainda há um quinto. não sei, acho que quando sobra uma grana os caras resolvem fazer um chafariz. tem um onde era um teatro de arena, bem na praça central (um dia escrevo da praça), aí como ninguém fazia nada no teatro além de usar como banheiro, uns caras, desses que sempre aparecem com soluções ótimas, resolveram que bom mesmo seria aterrar aquilo tudo e fazer um chafariz. idéia genial.
veja, não que eu tenha alguma coisa contra chafariz, se quiserem me acusar de ser contra alguma coisa que me acusem de ser contra anões de jardim, para mim eles tem de ser libertos, mas isso é outro papo. o fato é que aqui tem uma quantidade realmente grande de chafariz, não sei quantos mas arrisco a dizer que é uma das cidades que mais chafariz tem no estado de são paulo e a maioria deles são de um gosto pra lá de duvidoso e eu aprendi que um chafariz pode atrair uns tipos estranhos, como noivos, por exemplo e isso é sério, de onde eu venho tem um chafariz medonho no entroncamento de duas grandes avenidas (uma delas se chama nove de julho, toda cidade paulista tem uma avenida ou uma rua com esse nome e, pasmem, isso não tem relação alguma com a data da independência da argentina) e os noivos adoram tirar fotos lá, o chafariz é concorrido, imagino que deva existir uma lista na prefeitura, das 10h-11h o chafariz é para o casal fulano e sicrana; das 11h-12h para o casal kimico e kimala e por ai vai.
um dia o chafariz amanheceu espumando, com direito a foto na capa dos jornais locais, neguinho tinha colocada sabão em pó. os noivos ficaram sem foto. guardo boas recordações desse dia.
Um comentário:
Nossa, arrematou de uma tal forma. Genial.
:)
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